Me deparo com esse horizonte alaranjado. Um sentimento de renovação toma conta de mim. Enquanto as folhas caem, enquanto a natureza muda, a minha mente divaga. Sento a marginal do parque e contemplo um milagre acontecer. Percebo que Alguém sustenta tudo aquilo que exímia perfeição. Algo assombrosamente maravilhoso para mim, tão pequeno e frágil, pecador. Escuto uma voz calma, porém firme, dizendo: "Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo Eu não me esquecerei de ti." (Isaías 49:15) Sinto, como se tivesse sido abraçado por completo, por uma esperança eterna.
Enquanto pego o caminho de retorno, me deparo com meu reflexo em uma vidraça. - Quando criança passava por ali praticamente todos os dias enquanto ia de casa para a escola e da escola pra casa - E pude entender! "Ele não se esqueceu de mim!"
Em cada momento, em cada passo, e em cada situação Ele esteve presente! Não por "quem eu sou" mas por quem Ele é! E isso nunca vai mudar. Essa esperança viva, que habita em todo aquele que é achado naquela Cruz. As folhas caem, a natureza muda, e a minha mente divaga. Sento a marginal de mim mesmo, e não só em dias de outono me lembro: Ele NUNCA se esqueceu de mim.


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